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Ortodontia - Saúde Oral , Medicina Dentária e Aparelhos Dentários

Tratamento de Ortodontia - Centro Médico e Dentário Luso

A Ortodontia é a especialidade da medicina dentária que...

A Ortodontia é a especialidade da medicina dentária que estuda, diagnostica, previne e corrige as más posições dos dentes e dos maxilares, bem como as complicações que delas resultam. Para além de alinhar dentes, também intervém no crescimento e posicionamento dos ossos da face, na função mastigatória, na estética do sorriso e na saúde das gengivas, contribuindo para a melhor opção de tratamento.

O que a é a ortodontia, e porque é importante?

Conceito de ortodontia

A ortodontia dedica-se às chamadas mal oclusões, isto é, situações em que os dentes de cima e de baixo não se encaixam corretamente quando fechamos a boca, sendo importante para o alinhamento dos dentes. Estas alterações podem provocar dificuldades mastigatórias, desgaste anómalo dos dentes, dores articulares e até alterações na fala ou na respiração.

Quando os dentes se encontram apinhados, tortos ou sobrepostos, torna-se mais difícil escovar e passar o fio dentário, aumentando o risco de cáries e doença periodontal ao longo da vida. Corrigir a posição dos dentes e dos maxilares melhora simultaneamente a função, a saúde oral e a aparência facial.

Função, estética e saúde

  • Função: o alinhamento adequado dos dentes contribui para uma mastigação eficiente, melhor distribuição das forças e equilíbrio muscular e articular.
  • Estética: um sorriso harmonioso influencia a autoconfiança, a imagem pessoal e a integração social.
  • Saúde: dentes alinhados são mais fáceis de higienizar, reduzindo incidência de cáries e problemas gengivais.

Como saber se preciso de tratamento ortodôntico?

Sinais gerais em adultos e crianças

Alguns sinais comuns que indicam necessidade de avaliação ortodôntica incluem:

  • Dentes tortos, sobrepostos, com falta de espaço ou muito afastados.
  • Perceção de que o sorriso “não é estético” ou incomoda nas fotografias, afetando a oclusão e o alinhamento dos dentes.
  • Mordida que não encaixa bem (sente “escorregar”, bater só de um lado, dentes que não tocam na frente ou atrás), o que pode ser corrigido com aparelhos que promovem a retenção de placa.
  • Dentes superiores muito projetados (“dentes para fora”) ou mandíbula demasiado avançada ou recuada.
  • Dificuldade em mastigar certos alimentos, morder sandes ou cortar com os dentes da frente.
  • Desgaste excessivo de alguns dentes por contacto incorreto pode ser avaliado na área da medicina dentária.

Sinais específicos em crianças

Em crianças, é importante observar também:

  • Uso de chupeta ou sucção do dedo para além dos 3–4 anos.
  • Hábito de colocar a língua entre os dentes ou entre os lábios.
  • Respiração predominante pela boca, com lábios frequentemente abertos, pode afetar a saúde e bem-estar dos dentes.
  • Fala alterada, com dificuldade em pronunciar certos sons por posição da língua.
  • Queixo muito avançado ou muito recuado em relação ao resto da face.

Sempre que algum destes sinais está presente, recomenda‑se uma consulta de avaliação com o ortodontista.


Primeira consulta de estudo ortodôntico

O que é feito na consulta inicial?

Numa primeira consulta de estudo ortodôntico, o profissional realiza:

  • Exame clínico intraoral e extraoral (dentes, gengivas, maxilares e face).
  • Registo fotográfico específico (face e dentes, de vários ângulos) é importante para avaliar a oclusão e a posição correta dos dentes na boca.
  • Registo das arcadas (moldes físicos em gesso ou modelos digitais por scanner intraoral).
  • Radiografias, normalmente ortopantomografia (panorâmica) e telerradiografia lateral (para avaliar o crescimento ósseo e relações entre maxilares).

Plano de tratamento ortodôntico

A partir destes dados, o ortodontista elabora um plano de tratamento personalizado que inclui:

  • Tipo de aparelho a utilizar (fixo, removível, alinhadores, aparelhos funcionais, etc.).
  • Tempo aproximado necessário para o tratamento.
  • Necessidade de extrações dentárias ou outros procedimentos complementares.
  • Previsibilidade dos resultados e limites do tratamento.

Ortodontia preventiva e intercetiva em crianças

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Relação com a odontopediatria

A partir dos 3 anos, visitas regulares ao odontopediatra permitem detectar precocemente alterações no crescimento dos maxilares e hábitos orais prejudiciais. Quando necessário, o Odontopediatra encaminha a criança para o ortodontista para iniciar ortodontia preventiva ou intercetiva, evitando agravamento de problemas na dentição definitiva.

Em alguns casos, a terapia da fala também é importante para corrigir padrões de deglutição e fala associados a posição incorreta da língua.

Alterações mais frequentes no desenvolvimento dos maxilares

“Dupla fileira” de incisivos

É relativamente frequente os dentes definitivos inferiores erupcionarem por trás dos dentes de leite, o que pode indicar problemas ortodônticos que precisam de atenção do médico dentista. Na maioria dos casos, a pressão da língua e o crescimento mandibular ajudam a reposicionar os dentes e a promover a exfoliação dos decíduos, mas se a situação se mantiver além do tempo esperado, pode ser necessária a extração dos dentes de leite para libertar espaço.

Mordida aberta e mordida cruzada

Na mordida aberta, observa‑se um espaço entre os dentes superiores e inferiores quando a criança fecha a boca, impedindo o contacto anterior e resultando em problemas ortodônticos. Na mordida cruzada, alguns dentes inferiores encaixam por fora dos superiores, total ou parcialmente.

Estas alterações podem estar associadas a:

  • Uso prolongado de chupeta pode causar problemas ortodônticos que afetam o alinhamento dos dentes.
  • Hábito de chuchar no dedo.
  • Interposição lingual (língua entre as arcadas).
  • Respiração oral crónica.

O diagnóstico e a correção precoce são fundamentais para evitar alterações ósseas mais severas.

Prognatismo mandibular

O prognatismo mandibular caracteriza‑se por uma mandíbula mais avançada do que o normal em relação ao maxilar superior, podendo ser hereditário ou postural, e pode levar a problemas ortodônticos. Se identificado em idade de crescimento, a ortodontia, por vezes em conjunto com ortopedia dento‑facial, pode melhorar significativamente o quadro e muitas vezes evitar cirurgia no futuro.

Diastema interincisivo: quando é normal?

Durante a transição da dentição decídua para a definitiva, é comum existir espaço entre os incisivos centrais (o chamado “diastema”). Contudo, se o freio labial tiver inserção baixa e fibrosa, pode impedir o encerramento natural deste espaço, tornando o diastema persistente.

Nestes casos, pode ser recomendada uma frenectomia (remoção cirúrgica parcial do freio) em conjunto com tratamento ortodôntico.

Frenectomia (labial e lingual)

A frenectomia consiste na remoção cirúrgica controlada e reinserção de fibras do freio labial ou lingual. Atualmente, é muitas vezes realizada com laser, o que reduz sangramento e desconforto.

  • Freio labial muito espesso ou inserido demasiado baixo pode favorecer a persistência de espaços entre os dentes da frente, limitar o movimento do lábio e dificultar a higiene da zona.
  • Freio lingual encurtado (anquiloglossia) pode reduzir a mobilidade da língua, interferir com a fala, com a deglutição e com algumas funções orais, podendo em alguns casos justificar tratamento específico.

Perda precoce de dentes de leite e mantenedores de espaço

A perda prematura de dentes decíduos, por cárie ou trauma, pode levar à migração dos dentes vizinhos e perda do espaço necessário para a erupção correta dos dentes definitivos. Nestes casos, utilizam‑se mantenedores de espaço, aparelhos simples que preservam o espaço até que o dente permanente esteja pronto para erupcionar.


Benefícios do tratamento ortodôntico

Benefícios do tratamento ortodôntico

Benefícios funcionais

O tratamento permite que os dentes se encaixem de forma equilibrada, melhorando a mastigação e a distribuição de forças na articulação temporomandibular, utilizando frequentemente brackets. Isso reduz o risco de sobrecarga muscular, dores de cabeça e desgaste excessivo de alguns dentes.

Benefícios estéticos

Um sorriso alinhado contribui para uma aparência facial mais harmoniosa e para uma autoimagem mais positiva, o que é particularmente relevante em contextos sociais e profissionais. Pequenas correções na posição dos dentes podem ter impacto importante no contorno dos lábios e na expressão facial.

Benefícios para a saúde e bem-estar oral

Dentes direitos são mais fáceis de limpar, favorecendo uma higiene eficaz e diminuindo a probabilidade de problemas nos dentes e gengivites. Além disso, dentes anteriores salientes ficam mais expostos a traumatismos, pelo que o seu reposicionamento reduz o risco de fraturas.

O tratamento também ajuda a eliminar ou controlar hábitos nocivos como sucção do dedo, uso prolongado de chupeta, interposição de língua e posturas labiais inadequadas.


Em que idade se pode iniciar o tratamento?

Idade recomendada para primeira avaliação

As principais sociedades e ordens profissionais recomendam que a primeira consulta de ortodontia ocorra por volta dos 6–7 anos, quando erupcionam os primeiros molares definitivos e os incisivos permanentes. Nesta fase de dentição mista, é possível acompanhar o crescimento dos maxilares e intervir atempadamente se surgirem alterações, avaliando a necessidade de tratamento ortodôntico.

Situações que exigem avaliação antes dos 7 anos

Independentemente da idade, a criança deve ser observada se apresentar:

  • Queixo muito avançado ou recuado.
  • Perda antecipada dos dentes de leite.
  • Hábito de chupeta após os 3–4 anos.
  • Hábito de chupar dedo ou língua depois dos 4–5 anos.
  • Respiração predominantemente pela boca, com língua frequentemente entre os dentes.

Nestes casos, o objetivo é prevenir problemas na dentição definitiva e alterações esqueléticas mais severas, que podem exigir cirurgia ortognática.

Ortodontia em adultos

Não existe limite de idade para colocar aparelho fixo ou utilizar alinhadores. O mecanismo biológico de movimentação dentária é semelhante em jovens e adultos, embora em adultos o tratamento possa, por vezes, demorar um pouco mais.


Como surgem os problemas de maloclusão?

Causas hereditárias

Algumas maloclusões estão ligadas a fatores genéticos, como:

  • Apinhamento dentário (falta de espaço).
  • Dentes com espaçamentos acentuados entre si.
  • Falta de erupção de determinados dentes por ausência congénita.
  • Excesso de dentes (supranumerários).
  • Padrões de crescimento ósseo que favorecem queixo avançado ou recuado podem ser diagnosticados na medicina dentária que diagnostica.

Causas adquiridas

Outras situações resultam de hábitos ou condições do dia a dia:

  • Uso prolongado de chupeta.
  • O hábito de chuchar no dedo ou em objetos pode alterar a posição dos dentes e a forma da arcada.
  • A perda antecipada de dentes de leite, sem recurso a mantenedores de espaço, pode comprometer o alinhamento dos dentes definitivos.
  • Posição incorreta da língua (deglutição atípica, interposição).
  • Respiração deficiente ou predominantemente oral.

A correção da posição dos dentes pode alterar positivamente o aspeto facial, tornando os contornos mais proporcionais e agradáveis, com impacto na autoimagem.

Tipos de aparelhos ortodônticos

Aparelhos fixos

Esses aparelhos são compostos por bráquetes colados aos dentes e por fios metálicos que exercem forças leves e contínuas para movimentar os dentes. Podem ser tipos de tratamento:

  • Tradicionais metálicos (com ou sem borrachinhas).
  • Autoligados (dispensam elásticos de ligadura).
  • Estéticos (bráquetes em cerâmica, safira ou materiais translúcidos).
  • Lingual (fixado na face interna dos dentes, mais discreto).

Aparelhos removíveis e Alinhadores

Os aparelhos removíveis são usados sobretudo em crianças, na fase preventiva e intercetiva. Incluem:

  • Aparelhos funcionais (para guiar crescimento dos maxilares).
  • Aparelhos biomecânicos para pequenos movimentos dentários são uma forma de aparelho ortodôntico.
  • Aparelhos extra-orais (como o “arco facial”) para redirecionar crescimento.
  • Alinhadores transparentes (sequência de placas sob medida, usadas sobretudo em adolescentes e adultos).

Quais as melhor: fixas ou removíveis?

Não existe um “melhor” aparelho em termos absolutos; existe o tipo mais adequado para cada caso. Em geral:

  • Aparelho removível: mais utilizado em crianças para prevenção ou correção precoce de problemas ortodônticos em fase de crescimento.
  • Aparelho fixo: preferido em casos que exigem movimentos mais complexos ou em adultos.

A decisão é tomada pelo ortodontista após o estudo ortodôntico, considerando idade, tipo de alteração, cooperação do paciente e objetivos estéticos.


Duração do tratamento

Duração do tratamento

Fatores que influenciam o tempo

A duração do tratamento depende de vários fatores:

  • Gravidade e tipo de maloclusão.
  • Padrão de crescimento da face (em crianças e adolescentes).
  • Tipo de aparelho dentário utilizado.
  • Nível de cooperação do paciente (uso de elásticos, aparelhos removíveis, cuidados de higiene e comparecimento às consultas).

Em média, um tratamento completo dura cerca de 18 a 24 meses, podendo ser mais curto ou mais longo, consoante o caso.

Fase de contenção

Depois de corrigida a posição dos dentes, é indispensável usar aparelhos de contenção (removíveis ou fixas colados na face interna dos dentes) para estabilizar os resultados. As fibras que suportam os dentes têm “memória” e tendem a puxá‑los de volta à posição original se a contenção não for seguida, fenómeno denominado recidiva.

Não usar a contenção conforme recomendado aumenta muito o risco dos dentes voltarem a desalinharem‑se.


Dor, desconforto e cuidados de higiene

Os aparelhos provocam dor?

As forças aplicadas na movimentação dentária são suaves, mas nos primeiros dias após a colocação ou ativação do aparelho é comum sentir sensibilidade ou desconforto ao mastigar. Este desconforto é temporário e tende a diminuir à medida que o organismo se adapta.

Pequenas irritações nos lábios e bochechas podem ocorrer com aparelhos fixos, sendo geralmente aliviadas com cera ortodôntica específica.

Higiene oral com aparelho

Aparelhos fixos favorecem a retenção de placa bacteriana, restinhos de alimentos e pigmentações. Por isso, é fundamental:

  • Escovar os dentes após todas as refeições, com escova ortodôntica apropriada.
  • Utilizar fio dentário com passa‑fio ou dispositivos específicos para ortodontia.
  • Usar escovas interdentárias em áreas difíceis de alcançar.
  • Complementar com enxaguante bucal quando recomendado pelo médico dentista é essencial para a saúde e bem-estar oral.

Uma má higiene oral durante o tratamento pode levar a problemas na sua boca, descalcificações (manchas brancas) e inflamação gengival, prejudicando a saúde e bem-estar geral.


Prática de desporto com aparelho dentário

É possível praticar qualquer desporto com aparelho fixo. Nos desportos de contacto físico (como futebol, basquete, artes marciais, hóquei, etc.) recomenda‑se o uso de um protetor bucal personalizado (goteira de proteção) para minimizar o risco de traumatismos nos lábios, bochechas e dentes.


Perguntas frequentes resumidas:

Quais são os principais benefícios dos aparelhos dentários na correção da oclusão?

Melhor função mastigatória, melhora da estética do sorriso, maior facilidade de higiene e prevenção de problemas orais futuros.

Em que idade se pode começar?

Primeira avaliação por volta dos 6–7 anos, com possíveis intervenções mais precoces em casos específicos.

O que acontece se não tratar?

As alterações tendem a agravar‑se e podem exigir tratamentos mais complexos ou cirurgias na idade adulta, especialmente se não forem abordados problemas ortodônticos precocemente.

Existe limite de idade?

Não; adultos também beneficiam com o tratamento, desde que tenham boa saúde oral e avaliem a necessidade de tratamento.

O que acontece se não usar a contenção?

Os dentes podem desviar‑se novamente, comprometendo os resultados obtidos.

O seu sorriso merece o melhor acompanhamento.

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